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segunda-feira, 18 de junho de 2012

Diferença entre predicativo do objeto e adjunto adnominal

 Para descobrir se um termo é adjunto adnominal ou predicativo do objeto, substitua-o por um pronome adequado.

Ele sempre viu o amigo calmo. Ele sempre o viu calmo. > O pronome o não substitui o termo calmo (ele precisa ser dito), portanto, ele é predicativo do objeto. Isso acontece porque o predicativo do objeto indica uma característica circunstancial, temporária, momentânea do nome.

Encontrei meu melhor amigo no cinema. Encontrei-o no cinema  >Perceba que o adjetivo melhor está inserido no pronome o (e não precisou ser repetido), portanto, ele é adjunto adnominal. Isso acontece porque o adjunto adnominal indica uma característica que é própria do nome.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

PRONOMES RELATIVOS: USOS E FUNÇÕES

O pronome relativo QUE


Esse pronome pode ser usado para substituir pessoa ou coisa, que estejam no singular ou no plural.

Sintaticamente, o relativo que pode desempenhar várias funções:

a) sujeito: O homem que pensa vale por dois.
b) objeto direto: "Bebi o café que eu mesmo preparei". (Manuel Bandeira)
c) objeto indireto: "Alegria, alegria" é uma das músicas de que mais gosto.
d) complemento nominal: As teses a que me mantenho fiel são muito polêmicas.
e) predicativo: O pessimista que eu era deu lugar a um insuportável sonhador.
f) agente da passiva: As teses por que você foi seduzido são puro delírio.
g) adjunto adverbial (no caso, de lugar): A cidade em que nasci fica no Vale do Paraíba.

Pelos exemplos acima, percebe-se que o pronome relativo deve ser precedido da preposição apropriada a cada função que exerce. E o caso do objeto indireto (gostar de algo), do complemento nominal (fiel a algo), do agente da passiva (ser seduzido por alguém ou algo) e do adjunto adverbial de lugar (nascer em algum lugar). Na língua escrita formal, a omissão da preposição nesses casos é considerada erro.

O pronome relativo CUJO

Este pronome indica posse (algo de alguém).
Na construção do período, deve-se colocá-lo entre o possuidor e o possuído (alguém cujo algo)
Por exemplo nas orações Encontrei  o mecânico. Você frequenta a oficina do mecânico. O substantivo repetido mecânico possui uma oficina. Deveremos, então usar o pronome relativo cujo, que será colocado entre o possuidor e o possuído: Algo de alguém = Alguém cujo algo. Então, tem-se a oficina do mecânico = o mecânico  cujo a oficina. Não se pode, porém, usar artigo (o, a, os, as) depois de cujo. Ele deverá contrair-se com o pronome, ficando: cujo + o = cujo; cujo + a = cuja; cujo + os = cujos; cujo + as = cujas. Então a frase ficará o rapaz cuja namorada. Somando as duas orações, tem-se
Encontrei o mecânico cuja oficina você frequenta.


Na maior parte das vezes, este pronome relativo terá a função de adjunto adnominal.


O pronome relativo ONDE



Onde

Onde só é pronome relativo quando equivale a em que. Quando se diz "Onde você nasceu?", não é possível pensar em pronome relativo; afinal, o período é simples, e você sabe que o pronome relativo só aparece no período composto, para substituir numa oração subordinada um termo da oração principal. No caso, onde
é advérbio interrogativo.
Quando pronome relativo, onde só pode ser usado na indicação de lugar, atuando sintaticamente como adjunto adverbial de lugar:

Quero uma cidade tranqüila, onde possa passar alguns dias em paz.
A cidade onde nasci fica no Vale do Paraíba.

domingo, 26 de junho de 2011

Complemento Nominal X Adjunto Adnominal

O complemento nominal é sempre iniciado por preposição; o adjunto adnominal pode, ocasionalmente, ser iniciado por preposição. Surge, então, a dúvida: como diferenciá-los?

NOME [PREPOSIÇÃO]?  adjunto adnominal ou complemento nominal.

1 - Se o nome é um adjetivo ou advérbio, o termo será Complemento Nominal, já que o adjunto adnominal só acompanha substantivo.
2 - Se o nome for um substantivo concreto, o termo será Adjunto Adnominal, já que para ser complemento o substantivo deve ser necessariamente abstrato.
3 - Sendo substantivo abstrato, deve-se então verificar : se o termo em estudo é o agente da ação (adjunto adnominal) ou se o termo em estudo é o paciente/alvo da ação (complemento nominal).

A visita aos pais deixou os filhos felizes. (complemento nominal)
A visita dos pais deixou os filhos felizes. (adjunto adnominal)