sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Capitu - Traiu ou não traiu? Uma questão de argumentação



Que tal ampliar o olhar que você teve da leitura e não assiste a microssérie Capitu, uma produção belíssima da Rede Globo?

Capitu - Série Completa - (São cinco capítulos)

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Música tema: Bentinho e Capitu

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Diferença entre predicativo do objeto e adjunto adnominal

 Para descobrir se um termo é adjunto adnominal ou predicativo do objeto, substitua-o por um pronome adequado.

Ele sempre viu o amigo calmo. Ele sempre o viu calmo. > O pronome o não substitui o termo calmo (ele precisa ser dito), portanto, ele é predicativo do objeto. Isso acontece porque o predicativo do objeto indica uma característica circunstancial, temporária, momentânea do nome.

Encontrei meu melhor amigo no cinema. Encontrei-o no cinema  >Perceba que o adjetivo melhor está inserido no pronome o (e não precisou ser repetido), portanto, ele é adjunto adnominal. Isso acontece porque o adjunto adnominal indica uma característica que é própria do nome.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

2012: um ano iluminado

Mais um ano letivo se inicia e com ele milhões de ideias. No Colégio Lassale, iniciamos as aulas debatendo sobre Escola, Educação, Protagonismo Juvenil, a importância da participação de todos os alunos dentro da comunidade escolar. E agora estamos amadurecendo a ideia de uma eleição de representantes de sala. Ainda temos muito que discutir e sei que candidatos não faltarão e propostas também não.
Aos que se interessam, disponibilizo o link da Cartilha do representante de Sala, um trabalho muito bem desenvolvido pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Camaçari, Bahia.
www.camacari.ifba.edu.br/arquivos/cartilha.pdf

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Adriana Calcanhoto - Biografia

Adriana Calcanhotto

Quando o fenômeno chamado Adriana Calcanhoto surgiu no cenário da MPB, no final dos anos 80, foi saudada como a nova Elis Regina. Gaúcha como Elis, Adriana nasceu em Porto Alegre em 03 de outubro de 1965. Começou como cantora da noite, e foi descoberta cantando em uma churrascaria.
De forma bem diferente da Singapura (música de Eduardo Dusek, que conta a história de uma cantora decadente que termina seus dias em uma churrascaria), a churrascaria foi o início do sucesso. Quem já cantou na noite sabe o que acontece quando se está num palco - chovem os pedidos de músicas que os clientes querem ouvir. E nem sempre esses pedidos batem com o gosto do cantor...
Foi então que Adriana começou sua revolução: vestiu as músicas bregas que lhe solicitavam com uma roupagem peculiar, provando que é possível, através da interpretação, mudar todo o contexto em que uma música foi inserida por seu compositor - é claro que o contrário também ocorre, mas não aqui.
A melhor ilustração do que Adriana foi capaz como intérprete é a música Caminhoneiro, de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, reproduzida neste repositório.
Com seu trabalho, Adriana consolidou-se como uma das maiores intérpretes da atualidade, e também como uma compositora cuidadosa, brincando com palavras como brinca com seu público. Adriana saudou Elis, mas preferiu ser ela mesma.

Adriana Calcanhoto - Vambora


Atenção à letra. Os curiosos serão recompensados.

Adriana Calcanhoto - Devolva-me

Música nas aulas de Português

Como falei em aula para vocês, a partir da semana que vem começaremos a fazer interpretações de músicas durante as aulas. A ideia é entendermos o que elas dizem e até o que diz a cada um de nós. Além disso, discutiremos como a nossa Língua é utilizada nestes textos. Já ouviram falar de "Uniformidade de tratamento" ? Os curiosos serão recompensados. 
As duas primeiras são da Adriana Calcanhoto. Será que vocês a conhecem? Nos próximos posts, falarei um pouco sobre ela e colocarei os vídeos das duas músicas.
Ah, e os colegas que se prontificaram a levar o violão, preparem-se para o show. rs
Quem tiver alguma sugestão de música, pode me mandar via Facebook ou e-mail.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Orações Subordinadas Adjetivas: Exercícios + gabarito

1 - Leia atentamente as frases a seguir e explique as diferenças de sentido existentes entre elas.


Está comprovada a participação dos policiais, cujos nomes tinham sido encontrados na agenda do traficante.
Está comprovada a participação dos policiais cujos nomes tinham sido encontrados na agenda do traficante.

No primeiro período, faz-se uma afirmação de caráter genérico:  todos os policiais da corporação constavam na agenda do traficante. A oração subordinada adjetiva é, nesse caso, explicativa.

No segundo  período, está-se afirmando que apenas alguns policiais,  aqueles que constavam na agenda do traficante, se comprova a participação. O termo policiais tem seu sentido particularizado, limitado pela oração subordinada adjetiva restritiva ("cujos nomes tinham sido encontrados na agenda do traficante", introduzida pelo relativo cujos). A oração subordinada adjetiva é, nesse caso, restritiva.

Leia o poema abaixo:


Canção amiga

Eu preparo uma canção
em que minha mãe se reconheça,
todas as mães se reconheçam,
e que fale como dois olhos.
Caminho por uma rua
que passa em muitos países.
Se não me vêem, eu vejo
e saúdo velhos amigos.

Eu distribuo um segredo
como quem ama ou sorri.
No jeito mais natural
dois carinhos se procuram.

Minha vida, nossas vidas
formam um só diamante.
Aprendi novas palavras
e tomei outras mais belas.

Eu preparo uma canção
que faça acordar os homens
e adormecer as crianças.

Carlos Drummond de Andrade

2 -  Reescreva o título do primeiro texto, substituindo o adjetivo pela oração adjetiva equivalente.

R. Canção que é amiga

3 -  No último parágrafo do primeiro texto, há uma oração subordinada adjetiva.

a) Transcreva-a.
R. "que faça acordar os homens"

b) Classifique-a.
R. Oração subordinada adjetiva restritiva

c) Que termo antecedente ela está modificando?
R. Uma canção

d) Qual a classe gramatical da palavra que que a introduz?
R. verbo

e) Qual a função sintática desse que?
R. Sujeito

4 -  Classifique a oração "em que minha mãe se reconheça", do texto de Drummond.
R. Oração subordinada adjetiva restritiva

5 -  Classifique a oração "que passa em muitos países", do texto de Drummond.
R. Oração subordinada adjetiva restritiva

6 -  As três orações destacadas nas questões 2, 3 e 4 têm a mesma classificação. O que isso significa no texto de Drummond?
R. Que o eu lírico não está se referindo a qualquer canção e sim a que ele preparou.

Extraídos da Gramática de Pasquale e Ulisses

PRONOMES RELATIVOS: USOS E FUNÇÕES

O pronome relativo QUE


Esse pronome pode ser usado para substituir pessoa ou coisa, que estejam no singular ou no plural.

Sintaticamente, o relativo que pode desempenhar várias funções:

a) sujeito: O homem que pensa vale por dois.
b) objeto direto: "Bebi o café que eu mesmo preparei". (Manuel Bandeira)
c) objeto indireto: "Alegria, alegria" é uma das músicas de que mais gosto.
d) complemento nominal: As teses a que me mantenho fiel são muito polêmicas.
e) predicativo: O pessimista que eu era deu lugar a um insuportável sonhador.
f) agente da passiva: As teses por que você foi seduzido são puro delírio.
g) adjunto adverbial (no caso, de lugar): A cidade em que nasci fica no Vale do Paraíba.

Pelos exemplos acima, percebe-se que o pronome relativo deve ser precedido da preposição apropriada a cada função que exerce. E o caso do objeto indireto (gostar de algo), do complemento nominal (fiel a algo), do agente da passiva (ser seduzido por alguém ou algo) e do adjunto adverbial de lugar (nascer em algum lugar). Na língua escrita formal, a omissão da preposição nesses casos é considerada erro.

O pronome relativo CUJO

Este pronome indica posse (algo de alguém).
Na construção do período, deve-se colocá-lo entre o possuidor e o possuído (alguém cujo algo)
Por exemplo nas orações Encontrei  o mecânico. Você frequenta a oficina do mecânico. O substantivo repetido mecânico possui uma oficina. Deveremos, então usar o pronome relativo cujo, que será colocado entre o possuidor e o possuído: Algo de alguém = Alguém cujo algo. Então, tem-se a oficina do mecânico = o mecânico  cujo a oficina. Não se pode, porém, usar artigo (o, a, os, as) depois de cujo. Ele deverá contrair-se com o pronome, ficando: cujo + o = cujo; cujo + a = cuja; cujo + os = cujos; cujo + as = cujas. Então a frase ficará o rapaz cuja namorada. Somando as duas orações, tem-se
Encontrei o mecânico cuja oficina você frequenta.


Na maior parte das vezes, este pronome relativo terá a função de adjunto adnominal.


O pronome relativo ONDE



Onde

Onde só é pronome relativo quando equivale a em que. Quando se diz "Onde você nasceu?", não é possível pensar em pronome relativo; afinal, o período é simples, e você sabe que o pronome relativo só aparece no período composto, para substituir numa oração subordinada um termo da oração principal. No caso, onde
é advérbio interrogativo.
Quando pronome relativo, onde só pode ser usado na indicação de lugar, atuando sintaticamente como adjunto adverbial de lugar:

Quero uma cidade tranqüila, onde possa passar alguns dias em paz.
A cidade onde nasci fica no Vale do Paraíba.